Quem imagina que todo dia, cada um de nós, cidadãos brasileiros, é capaz de produzir até 1 kilo de lixo? Este é um problema do qual não podemos fugir e que gerou uma situação gravíssima nos aterros de lixo das grandes cidades brasileiras.
Este não é um mal exclusivamente nosso, mas no Brasil a situação é crítica pois cerca de 80% dos municípios do país apenas acumula o lixo nos depósitos, popularmente conhecidos como “ lixões”, sem se preocupar com as consequências disto para a natureza e para as populações, uma vez que este “lixões” causam poluição nos rios, no solo, na água que bebemos e no ar, pois a falta de manipulação adequada do lixo também gera combustão espontânea do mesmo, contaminando seriamente o ar que respiramos e de que tanto precisamos para sobreviver.
Muita gente pensa que se o lixão está afastado de sua casa ele não estará causando nenhum problema. Este é um sério engano. A poluição ocasionada por um lixão tem um raio de contaminação de quilômetros, devido ao fluxo das águas e do ar. Segundo o Laboratório de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Minas Gerais, a má gestão destes resíduos é responsável por 65% das doenças no Brasil, um número realmente preocupante. E ainda tem mais; estes depósitos costumam atrair a população que se encontra abaixo do nível da pobreza e completamente desamparada pelos órgãos responsáveis, a procurararem sua sobrevivência a partir de materiais que podem ser comercializados. As condições são totalmente desumanas e geram sempre consequências terríveis para a população como um todo.
Mas afinal, o que são os “lixões”? Os “lixões” são depósitos de lixo sem nenhum tratamento. Em sua maioria trabalham com licença dos órgãos municipais, não atendendo as normas básicas de funcionamento previstas nas leis ambientais. A reciclagem e a coleta seletiva são algumas alternativas para diminuir o impacto urbano da geração cada vez maior de lixo, mas mesmo assim, ainda existe o risco de contaminação pelo lixo tóxico, que não pode ser reutilizado devido ao alto risco de contaminação. Então o que se pode fazer com os bilhões de toneladas de lixo que não podem ser reciclados? O aterro sanitário é a única opção plausível para os resíduos que não podem ser reaproveitados, nem reciclados. A grande diferença do aterro sanitário é a responsabilidade com que é o lixo tratado. Desde a seleção da área, elaboração do terreno e intervenção, até a determinação de vida útil e recuperação da área depois do seu encerramento, tudo é refletido, montado e operado de maneira coerente para impedir prejuízo à saúde pública e ao meio ambiente.
O terreno de um aterro sanitário é impermeabilizado para impedir que o chorume (líquido escuro contendo alta carga poluidora e que pode ocasionar diversos efeitos sobre o meio ambiente) contamine o solo e os lençóis freáticos. O lixo é compactado e recoberto periodicamente com uma camada de terra para evitar o cheiro desagradável e não atrair vetores de doenças. Ao final da vida útil a empresa que opera é responsável por efetuar um plano de recuperação do terreno.
Nosso jornal deixa aqui seu recado às autoridades, na esperança de que um dia, tudo que foi explicado aqui vire realidade e que possamos ter uma vida mais prática e saudável, percebendo que o Mundo é parte integrante da nossa vida e que é nossa responsabilidade cuidar bem dele.

Fico feliz em contatar que vc está levando nosso projeto adiante e com assuntos bem interessantes. Bjs
concordo com vcs cada pessoa tem que ter conciencia no que faz e tentar corrigir o erro